Independência Ou Morte

Blog do Programa de rádio Independência ou Morte.

Apresentado e produzido por Pedro Amorim, Fernando Guitti e a Participação do Edu JC

Domingo, 22h na IRádio. www.iradio.com.br com repríses nas terças no mesmo horário!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Gosto é gosto, emo é emo e uai é uai, uai.

Todos os movimentos musicais de todos os tempos no Brasil são 94% muito ruins e apenas 6% é bom. Do lado ruim da força, 4% dão certo. Do lado bom, apenas 1%. Fácil entender: A música no Brasil é (ou era até pouquíssimo tempo) por empresários e não por artistas (e mesmo tendo um artista no ministério da cultura, aconteceu o que de bom?).

Desse 1% de coisas boas que vingam, resolvi falar de alguns que eu considero os salvadores da pátria. Quase no fim do Indie e do Emo, que pra mim dá quase no mesmo, alguns artistas sobreviveram e continuam (ou não) apresentando trabalhos dignos de durar muito tempo e atingir públicos muito maiores. São eles:

Som da Rua: Até Guilherme Arantes ficava bom quando tocado por eles. A melhor banda do Rio desde que me mudei pra lá teve o seu fim decretado por uma fatalidade automotiva. Eu acredito que hoje a banda seria uma das maiores do Brasil. Ficou um gostinho de quero mais.


Tianastácia: Eu não sei ao certo aonde o Tianastácia se perdeu. A banda continua na estrada mas não na crescente que apresentou em seus dois primeiros discos. O “Tá na boa” é para ser aprecia
do do início ao fim.



Eu tinha que esperar a galera do Móveis Coloniais de Acajú sairem de dentro do estúdio Pam em Brasília para pode ensaiar e isso era demorado. Achava que Menina Moça jamais vingaria e virei fã dez anos depois. É uma das maiores, sem dúvida nenhuma.


Jay Vaquer: Eu vi as filmagens do seu novo DVD e acho difícil que Jay Vaquer não volte a ocupar um lugar cativo na MTV e nas rádios do Brasil. Talvez seja o único artista da nova geração que contesta alguma coisa neste país de acomodados.







Mallu Magalhães: Era independente até pouco tempo e merece estar nesta lista. O som ainda não me pegou totalmente mas o seu jeito de menina que liga o “dane-se, eu quero é cantar” me cativa. Sem máscaras e sem forçar a barra como muito artista velho de guerra não é. É mais fácil uma Mallu passar pelo buraco de uma agulha do que dez Camelos chatos.




João Sabiá: O ritmo do cantor e compositor é o samba. Está em sua segunda novela, primeira pela toda poderosa Rede Globo. O disco e o show estão com um alto astral que há tempos não víamos no samba novo e quebra um pouco a chatice atual do estilo.



O Teatro Mágico é uma daquelas manifestações que ninguém explica. Todo mundo compra e gosta e só a Globo não vê. É como se fosse o Calypso da música pop. A banda de Fernando Anitelli e sua trupe tem agenda cheia e discos vendidos por eles mesmos.






R. Sigma: a banda mais querida do Rio e em breve do Brasil já está com turnê, disco pronto, publicidade rolando e milhares de fãs na internet. Agora, é só uma questão de tempo pro NX Zero entender como é que se faz música de verdade com cortes de cabelos “bonitinhos”, digamos assim.





Flávio Petit tem seu gosto pessoal alterado de tempos em tempos mas nunca vai gostar de emo, indie e funk brasileiro. Acha que pode meter o pau em quem quiser porque ama os Beatles e os Rolling Stones.

Tentando entrar para a lista acima: myspace.com/flaviopetit

Um comentário:

Márcio - Profusão Sonora disse...

Muito Puxa saco essa lista... Não gosto quando fico de fora...rsrsrsrs